Com tantas notícias sobre atentados, explosões e essas coisas, eu pensava que a turma ali do Oriente Médio e adjacências só vivia em clima de pessimismo e não tinha nem um tempinho para o riso. Puro engano. Assisti um filme chamado "O que resta do tempo" (The Time that Remains), e é de um humor fino e ironia de primeira. Dirigido, escrito e atuado (personagem principal) por Elia Suleiman. Mesmo sem a referência necessária para compreender a piada em sua totalidade, o sarcasmo ajuda a compreender um pouco quem é o árabe, o judeu, e nós, que não sabemos de nada.
Entendi que nós, a turma do Ocidente, é que vivemos num mundinho. Vazio.
Lembrei de um comentário que ouvi de um israelense em férias, em pleno carnaval carioca, numa pausa do reggae que tocava no violão, disse: "Vocês perguntaram se eu participo da guerra, se uso arma... sim. Mas vocês não entenderiam..."

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