quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sobre o sal

O doutor chinês disse que eu precisava comer mais sal. Minha comida é praticamente insossa. Estou aprendendo a dosar. Experimente temperar as refeições sem aqueles condimentos prontos, é difícil!

Fui testar uma receita. A lista de ingredientes pedia "sal marinho". Depois de ter comprado o gergilim, a farinha integral, e mais umas coisinhas eu não tinha o tal do sal. Cancelei.
E eu achando que todo sal é igual, sei lá, sal é sal, salga.Daí eu descobri que, além de mais caro, o sal marinho é diferente porque não sofre tantos processos de refinação, matém os minerais. E aquele sal de cozinha que você usa comtém iodo, fosfado de cálcio, e algumas outras coisas. Comprei e completei a receita. Nenhuma diferença visível.

Agora, o que confunde é a nomenclatura: sal de cozinha, acho que todo mundo guarda sal na cozinha; sal marinho, acho que todo sal provém do mar.E o que chamam de o maior deserto de sal do planeta, o Salar de Uyuni, na Bolívia, é uma composição mineral que aparenta ser sal, mas não é.

E o google me dá uma dessa: "se todo o sal dissolvido nos oceanos fosse retirado, daria um enorme bloco com um peso total de aproximadamente 50 trilhões de toneladas." Não faço idéia do tamanho disso, como conseguiriam fazer isso ou como ficaria o mar depois disso. Informação inútil.

Há um tempo atrás, lá pela década de 80 início de 90, quando iniciava o verão com o calor forte, a dengue proliferando, a desinteria e desidratação na criançada, o Ministério da Saúde indicava um postinho mais próximo a campanha do soro caseiro: "num copo de água limpa (já viu né, no Brasil vai saber, melhor avisar) misture uma pitada de sal de três dedos e um punhado de açucar."

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Chatismos e Hooliganismos..

O fanatismo é realmente uma coisa chata. De qualquer natureza. Os fanáticos do Oriente Médio explodem o que tiver à frente em prol de ideais religiosos que ninguém entende muito bem. Os terroristas são tão fanáticos e chatos que misturam religião e política e juram que estão com a
razão.

No Brasil, os chatos são do futebol. E do carnaval. Agora parece que estão juntando os dois, parece coisa de terrorista.Qual o prazer em participar de um evento que sai morte? Ah sim, o importante é que morreu com a camiseta do time.

E nem estou falando das estranhas pontuações, arbitragens duvidosas, jogador cansado...Na televisão são horas a fio discutindo sobre clubes futebolísticos, até quem gosta acha chato.

E os que querem te convencer a torcer pro time deles? Ou o time deles só perdeu porque foi "roubado", ou torce temporariamente pra outro time porque o dele sai fora do campeonato, que são tantos até é difícil acompanhar.

Há alguns anos atrás depois de ver brigas trágicas entre jogadores e entre torcedores - e os cartolas que mandam nas coisas de fato - passei a notar outros esportes, que infelizmente no Brasil só ganham uma notinha de vez em quando, ou quando algum atleta se destaca.

Pensava que a graça do torcedor era ter o prazer de ver seu time "erguer a taça", sacanear o adversário com piadinhas (que aliás são bem chatas), mas é evidente que o espaço maior de para torcedores pertences aos simpatizantes dos hooligans.

Ano que vem tem a Copa na África, e 2014 somos nós que recebemos o mundo pra chutar uma bolinha. Jogo de seleções tem uma qualidade melhor, mas é muito chato ver um brasileiro técnico de outra seleção, vários jogadores que se tornam naturalizados do país que estão pagando uma bolada pra defender a camisa deles.

E tudo começou com a preferência de Charles Miller pelo futebol do que pelo rugby, duas modalidades que ele mesmo aprendeu e trouxe da Inglaterra, terra deles, dos hooligans.