domingo, 28 de junho de 2009

Who's Bad?

Sempre tive medo de Thriller, a maquiagem e a coreografia me convencem até hoje. Pensei que já estivesse morto, igual ao Mccartney. E também não soube se a voz era de verdade, pelo menos isso.
Quase todos os 50 anos da vida de Michael Jackson (1958 - 2009) foram públicos. Seja lá o que ele queria ser em vida, era antes de tudo um músico criativo, que dominou como nenhum outro artista o que se entende por "pop". Já estava morto há anos, a mídia o havia enterrado.
O mais estranho, por incrível que pareça, é o sofrimento real dos anônimos. As mesmas pessoas que gritavam, choravam e desmaiavam nos shows agora choram e sofrem sua morte, como se alguém da família ou amigo tivesse ido. As pessoas acreditam que existe uma relação pessoal entre elas e o artista, se existe é unilateral, pois o artista vê pessoas e não pessoa.
Festa, no Oriente, ou Velório, no Ociedente, a perda física é dolorosa para quem perdeu.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

palavras de Roberto Coelho Barreiro Filho...

Diploma em jornalismo: uma exigência que interessa à sociedade

O principal argumento, entre os tantos que se pode levantar para a exigência do diploma de curso de graduação de nível superior para o exercício profissional do jornalismo, é o de que a sociedade precisa, tem direito à informação de qualidade, ética, democrática. Informação esta que depende, também, de uma prática profissional igualmente qualificada e baseada em preceitos éticos e democráticos. E uma das formas de se preparar, de se formar jornalistas capazes a desenvolver tal prática é através de um curso superior de graduação em jornalismo.

Por isso, de todos os argumentos contrários a esta exigência, o que culpa a regulamentação profissional e o diploma em jornalismo pela falta de liberdade de expressão na mídia talvez seja o mais ingênuo, o mais equivocado e, dependendo de quem o levante, talvez seja o mais distorcido, neste caso propositalmente.

Qualquer pessoa que conheça a profissão sabe que qualquer cidadão pode se expressar por qualquer mídia, a qualquer momento, desde que ouvido. Quem impede as fontes de se manifestar não é nem a exigência do diploma nem a regulamentação, porque é da essência do jornalismo ouvir infinitos setores sociais, de qualquer campo de conhecimento, pensamento e ação, mediante critérios como relevância social, interesse público e outros. Os limites são impostos, na maior parte das vezes, por quem restringe a expressão das fontes –seja pelo volume de informações disponível, seja por horário, tamanho, edição (afinal, não cabe tudo), ou por interesses ideológicos, mercadológicos e similares. O problema está, no caso, mais na própria lógica temporal do jornalismo e nos projetos político-editoriais.

Nunca é demais repetir, também, que qualquer pessoa pode expor seu conhecimento sobre a área em que é especializada. Por isso, existem tantos artigos, na mídia, assinados por médicos, advogados, engenheiros, sociólogos, historiadores. E há tanto debate sobre os problemas de tais áreas.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Xeque-mate jornalista

A decisão do STF foi praticamente unânime.
Assinar um artigo não bastou. Aqueles que não têm o diploma estão adorando exercer a profissão, aqueles que têm e ainda tiveram que pagar por ele (deveriam ter seu dinheiro devolvido) sentem que a profissão já é tida como secundária.
Obrigatório ou não, é certo que as faculdades devem rever sua grade. Não basta formarem técnicos em jornalismo (em redação, em rádio e televisão, em assessoria), é necessário incentivar mais o estudo da comunicação.
É esperar pra ver se na prática haverá mudanças, desde a contratação dos profissionais até o produto final: a informação.
Mérito independe de diploma. Mas quem foi obrigado a obter o diploma, como faz para validá-lo?Envie idéias.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Ensinamentos fotográficos

Em tempos digitais e pixializados é muito intrigante conhecer processos históricos, artesanais, que já provaram a inalteração da imagem com o passar do tempo, ao contrário da revelação instantânea e digital que ainda não provou sua durabilidade.
Um grupo de fotógrafos paraenses que há muito fazem belas imagens, formam ótimos profissionais e interagem com a comunidade local passou pela Região Sudeste. Chamado de Foto Ativa o grupo deixou por aqui a idéia de que ainda é possível ser criativo com simplicidade técnica e sensibilidade à aquilo que nos cerca.
Entre exposições, oficinas e uma série de palestras e debates com artistas, curadores, teóricos e pesquisadores de Belém, Rio de Janeiro e São Paulo (que de uma certa forma tinham uma ligação com os paraenses), algumas frases que ficaram:
"Somos luz e revelamos parte dela para os outros." (Miguel Chikaoka)
"Não é no campo da arte que a foto se configura como arte." (Mariano Klatau)
"A árvore cai com grande estrondo, mas ninguém ouve a floresta crescer." (Patrick Pardini)
"Os projetos do Foto Ativa são um olhar da Amazônia visto de dentro dela." (Paula Sampaio)