O fanatismo é realmente uma coisa chata. De qualquer natureza. Os fanáticos do Oriente Médio explodem o que tiver à frente em prol de ideais religiosos que ninguém entende muito bem. Os terroristas são tão fanáticos e chatos que misturam religião e política e juram que estão com a
razão.
No Brasil, os chatos são do futebol. E do carnaval. Agora parece que estão juntando os dois, parece coisa de terrorista.Qual o prazer em participar de um evento que sai morte? Ah sim, o importante é que morreu com a camiseta do time.
E nem estou falando das estranhas pontuações, arbitragens duvidosas, jogador cansado...Na televisão são horas a fio discutindo sobre clubes futebolísticos, até quem gosta acha chato.
E os que querem te convencer a torcer pro time deles? Ou o time deles só perdeu porque foi "roubado", ou torce temporariamente pra outro time porque o dele sai fora do campeonato, que são tantos até é difícil acompanhar.
Há alguns anos atrás depois de ver brigas trágicas entre jogadores e entre torcedores - e os cartolas que mandam nas coisas de fato - passei a notar outros esportes, que infelizmente no Brasil só ganham uma notinha de vez em quando, ou quando algum atleta se destaca.
Pensava que a graça do torcedor era ter o prazer de ver seu time "erguer a taça", sacanear o adversário com piadinhas (que aliás são bem chatas), mas é evidente que o espaço maior de para torcedores pertences aos simpatizantes dos hooligans.
Ano que vem tem a Copa na África, e 2014 somos nós que recebemos o mundo pra chutar uma bolinha. Jogo de seleções tem uma qualidade melhor, mas é muito chato ver um brasileiro técnico de outra seleção, vários jogadores que se tornam naturalizados do país que estão pagando uma bolada pra defender a camisa deles.
E tudo começou com a preferência de Charles Miller pelo futebol do que pelo rugby, duas modalidades que ele mesmo aprendeu e trouxe da Inglaterra, terra deles, dos hooligans.