Uma cadeira sob uma luz central, este foi o cenário. No início e no fim uma música francesa. Nada de artifícios, nada de ação. Apenas um texto, em monólogo, sobre a troca de correspondências entre os filósofos franceses Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, "Viver sem tempos mortos".
De camisa branca e calça, solitária, eu não vi Simone de Beauvoir, mas Fernanda Montenegro. A cadeira que Simone pediu para sentar ao lado de Sartre, em sua sepultura, Fernanda usou para falar de sentimentos seus.
Dividi platéia com Regina Duarte, mas Fernanda Montenegro estava à minha frente se expondo de uma maneira que nunca vi um ator fazer.
Mesmo se um dia eu subir em um palco, acredito que estar naquela platéia foi sem dúvida MEU melhor momento no teatro.
Um comentário:
Meooo, não tinha visto antes o seu blog. Estou gostando disso aqui...
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